Amazon On 2026 encerra terceira edição consolidando agenda para conectividade, energia e desenvolvimento sustentável da Amazônia
Atualizado: 28 de ago.
O evento sem fins lucrativos reuniu especialistas de oito países e anunciou a criação do Instituto Amazon On para ampliar a articulação em torno de soluções voltadas à região para ampliar a articulação em torno de soluções voltadas à região
Após dois dias de debates, o Amazon On 2026 encerrou sua terceira edição consolidando-se como um dos principais fóruns dedicados à discussão de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Realizado em Manaus, o encontro reuniu representantes do governo federal, agências reguladoras, organismos internacionais, universidades, empresas e especialistas do Brasil e do exterior para discutir temas como conectividade, transição energética, inteligência artificial, bioeconomia e infraestrutura digital.
+1.700 inscritos +1.300 presenças 47 convidados de 8 países +10 horas de conteúdo +150 publicações na imprensa (sendo 30 em portais, 13 em impressos, 9 em TV e 4 em rádio).
Ao longo da programação, um dos consensos foi o de que a expansão da infraestrutura de telecomunicações e energia é condição essencial para ampliar o acesso a serviços públicos, impulsionar a inovação e reduzir desigualdades na Amazônia. Os debates também reforçaram que a conectividade deve ser tratada como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento econômico, a soberania nacional e a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas.
"O Amazon On nasceu com o propósito de aproximar diferentes setores para discutir soluções concretas para a Amazônia. A cada edição, reunimos mais especialistas, instituições e empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável da região. Acreditamos que conectividade, energia, inovação e conhecimento precisam caminhar juntos para ampliar oportunidades, melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas e fortalecer a conservação da floresta", afirmou o coordenador do evento, Moisés Moreira.
Entre os destaques do segundo dia esteve o painel "Soberania e Sustentabilidade na Amazônia a partir da Infraestrutura de Telecomunicações e Energia", que reuniu representante do Governo Federal, empresas e provedores de internet para discutir os desafios da transformação digital na região. A diretora do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Danielle Ayres, defendeu que políticas de telecomunicações e energia sejam planejadas de forma integrada e com coordenação do Estado. "Tecnologia, segurança e digitalização não são mais assuntos transversais. Eles fazem parte de todas as atividades. Cabe ao Estado criar as condições para o desenvolvimento dessa infraestrutura, por meio de incentivos regulatórios, financiamento e uma governança coordenada", afirmou.
Representando os provedores regionais, o CEO da ClickIP e vice-presidente da Associação de Provedores de Internet do Amazonas (Apriam), Maykon Souza, destacou que a infraestrutura digital precisa ser tratada como um ativo estratégico para o desenvolvimento da região. "A infraestrutura digital é tão importante quanto a energia elétrica para uma indústria. Muitos municípios ainda não compreendem o potencial econômico que uma conexão de qualidade pode gerar, especialmente diante do avanço da inteligência artificial e da economia digital", disse.
No painel de encerramento "Da Amazônia para o Mundo", especialistas defenderam que tecnologia, conectividade e inovação são ferramentas essenciais para fortalecer a bioeconomia, ampliar o acesso a políticas públicas e gerar oportunidades para as populações dos territórios tradicionais. A doutora e professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Maria Angélica Corrêa, destacou que o conhecimento científico deve estar a serviço da conservação da floresta e do desenvolvimento regional. "A tecnologia é uma ferramenta fundamental para mostrar ao mundo a realidade da Amazônia e contribuir para sua preservação. Vivemos uma emergência climática e precisamos transformar conhecimento em ações concretas. A riqueza deste bioma exige mais pesquisa, investimentos e responsabilidade para que seu desenvolvimento ocorra de forma sustentável", afirmou.
Outro tema de destaque foi a transição energética na Amazônia. Especialistas discutiram alternativas para ampliar a infraestrutura energética e garantir um fornecimento mais eficiente e seguro para comunidades remotas. Para o CEO da Âmbar Energia Amazonas, João Pilla, o fortalecimento do setor passa pela solução de desafios estruturais. "A qualidade do serviço passa por três grandes desafios: reduzir os custos operacionais, combater as perdas não técnicas, que hoje representam nosso maior problema, e enfrentar a inadimplência. Quando a empresa se torna eficiente, ela consegue reinvestir na expansão e na melhoria da geração e da distribuição de energia", destacou.
Durante os dois dias de programação, o Amazon On promoveu oito painéis com representantes da ANATEL, ANEEL, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF), Huawei, Qualcomm, HMN Technologies, UNESCO, União Internacional de Telecomunicações (UIT), além de autoridades de Portugal, Suriname, República Dominicana, Colômbia, Cabo Verde, Peru e China. As discussões abrangeram temas como transição energética, inteligência artificial, infraestrutura digital, conectividade significativa, bioeconomia e experiências de inovação desenvolvidas na própria Amazônia.
Como um dos principais resultados da terceira edição, o Amazon On anunciou a criação do Instituto Amazon On, organização sem fins lucrativos que dará continuidade às iniciativas promovidas pelo fórum ao longo do ano. Segundo Moisés Moreira, o objetivo é transformar o encontro em uma plataforma permanente de articulação entre especialistas, instituições e organizações comprometidas com o futuro da Amazônia. "O Amazon On deixa de ser apenas um evento e passa a ser uma plataforma permanente para conectar pessoas, instituições e iniciativas comprometidas com o futuro da Amazônia. Queremos fortalecer esse ambiente de diálogo e cooperação para transformar boas ideias em projetos capazes de gerar desenvolvimento sustentável para a região", concluiu Moisés Moreira.


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